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É hora de começar a reconstrução

No início de 2014, meu marido e eu fizemos uma viagem para Austrália e Nova Zelândia. Coloquei no roteiro uma cidade da Nova Zelândia chamada Christchurch. Sobre ela, eu sabia apenas que era maior cidade da Ilha do Sul e que estava no nosso caminho.

Ao chegarmos, após check in e um breve descanso, resolvemos dar uma volta e conhecer a parte central da cidade. Conforme fomos circulando pelas ruas, fomos vendo que vários prédios históricos, um dos mais atingidos a Catedral, estavam fechados, cercados e em obras. Outros prédios estavam abandonados e com entulhos em volta. A cidade estava uma desolação em algumas áreas. Achamos muito estranho e eu brinquei que até parecia que tinha acontecido um terremoto.

De volta ao hotel, fiz uma pesquisa na internet e constatei que realmente a cidade tinha sofrido com uma série de terremotos entre 2010 e 2012 e o que víramos eram os escombros e uma cidade em reconstrução1.

Há tempos tenho constatado que o Brasil é uma terra arrasada moral, cultural, jurídica e politicamente.

Passamos por um processo eleitoral durante o qual fomos verificando as profundezas dessa devastação. Uma coisa é certa, não será uma eleição presidencial que transformará nosso país do dia para a noite.

Vejo a eleição de hoje, se mantido o resultado previsto nas últimas pesquisas, como aquele momento em que a água de um tsunami começa a baixar, o momento em que a terra para de tremer.

A Justiça está em frangalhos, corrompida e cega pela ideologia. As escolas se tornaram prisões para crianças e jovens, que são submetidos a lavagem cerebral e a adestramento comportamental. A cultura foi dominada por aqueles que produzem o que há de pior.

E o pior de tudo, as famílias estão destruídas e sua reconstrução será a tarefa mais difícil e dolorosa neste processo, o que demonstra o sucesso absoluto da política praticada até hoje.

Tudo isso é resultado de uma guerra espiritual que se iniciou ou que se aprofundou há alguns séculos, com iluminismo, passando por positivismo, comunismo, frankfurtismo, etc…, movimentos que se dedicaram a tornar o homem o centro do universo, primeiramente jogando Deus para escanteio e depois simplesmente o matando.

É a revolta contra Deus, que nos impõe relativismo, hedonismo e promiscuidade como normalidade e que, no Brasil, encontrou um campo fértil para florescer e frutificar.

Amanhã, cada um de nós, que está cansado, que está moralmente abatido e espiritualmente perdido, mas que já entendeu a fonte de todas as nossas mazelas, deverá pegar a sua pá, a sua motosserra, a sua vassoura e o balde, enfim, cada um deverá pegar as ferramentas de que dispõe e os talentos que Deus lhe deu e deverá ir para a rua contribuir para a limpeza e para a reconstrução da nossa nação. Teremos de recomeçar do zero.

Não será um político a nos salvar. Por melhor que ele seja, se cada um não fizer a sua parcela de sacrifício, seja com trabalho, seja com estudo, para evitar que o país caia novamente na armadilha comunista e anticristã, em 4 anos estaremos de volta ao inferno.

Quando você achar que o seu candidato não o está agradando o suficiente, quando ele estiver sendo atacado implacavelmente pela mesma mídia, pelos mesmos intelectuais orgânicos, pela mesma militância que tornou esta a campanha eleitoral mais suja de nossa história, lembre-se de que levará décadas de esforço conjunto para colocar tudo de volta ao devido lugar. Lembre-se das imagens de cada lugar do planeta atingido por um grande tsunami, por um grande terremoto. Nenhum deles foi reconstruído em um dia e nem em um ano. Lembre-se também de que limpar os escombros e reconstruir as paredes é muito mais fácil de que reconstruir mentes e salvar almas.

Acredite, não será fácil, não será rápido e não será indolor. Mas é a nossa única alternativa. Será como reconstruir a Igreja de Cristo. Não! Será exatamente reconstruir da Igreja de Cristo, desta vez, no Brasil2.

PS. Se quiser entender um pouco mais sobre essa guerra espiritual, sugiro alguns livros simples e diretos:

-Poder global e religião universal, de Jose Claudio Sanahuja;

– Como vencer a guerra cultural, um plano de batalha cristão para uma sociedade em crise, de Peter Kreeft;

– Introdução à nova ordem mundial, de Alexandre Costa;

– O tolo e seu inimigo, de Jefrrey Nyquist;

 – O jardim das aflições, de Olavo de Carvalho;

 – O Homem revoltado, de Albert Camus.

1https://en.wikipedia.org/wiki/Christchurch

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Cláudia Morais Piovezan

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina; Mestre em Direito Comparado e Ambiental pela Universidade da Flórida, Gainesville-FL; Idealizadora e organizadora do Fórum Educação, Direito e Alta Cultura; Aluna da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais e do Curso On line de Filosofia; Promotora de Justiça da Comarca de Londrina, no Estado do Paraná.

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