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Paulo Freire e a Educação Brasileira

 

 

Paulo Freire e a Educação Brasileira

 

Por Camilo Calandrelli

 

“Consciente ou inconscientemente, O ATO DE REBELIÃO DOS OPRIMIDOS, QUE É SEMPRE TÃO OU QUASE TÃO VIOLENTO QUANTO A VIOLÊNCIA QUE OS CRIA, este ato dos oprimidos, sim, PODE INAUGURAR O AMOR.” (Paulo Freire – A Pedagogia da Oprimido).

 

O pedagogo Paulo Freire (1921-1997) é um dos autores mais lidos dentro dos cursos de pedagogia nas universidades brasileiras e o patrono de nossa educação, criador de uma metodologia no ensino da alfabetização, para adultos, trabalhando com palavras geradas a partir de suas realidades. Foi professor de língua portuguesa no Colégio Oswaldo Cruz e de Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco. Autor de inúmeros livros, destacando: A Pedagogia do Oprimido e a Pedagogia da Autonomia.

Com um curriculum de invejar a qualquer acadêmico e com inúmeros títulos, ainda sim podemos questionar a eficácia de seus trabalhos? Qual é a verdade oculta por trás de sua política educacional?

Após 1984 e a redemocratização do Brasil a influência da pedagogia de Paulo Freire no sistema educacional brasileiro é muito forte, mesmo que haja pedagogos e acadêmicos que neguem essa verdade. Os índices reprováveis da educação em nosso país são evidentes e o alto índice de analfabetismo funcional é assustador. A metodologia de Paulo Freire é baseada na transformação do indivíduo dentro de uma sociedade, no entanto, essa transformação ocorre através de uma extensa lavagem cerebral de cunho ideológico, a serviço de uma extensa e complexa agenda de Engenharia Social, praticada por políticos e ativistas sociais esquerdistas.

A Educação pode ser vista, basicamente, por três viés:

  1. Educação prática, utilitarista – desenvolvimento de certas faculdades possibilitando o aluno a ocupar espaços dentro da sociedade, adquirindo emprego e realizar tais profissões. (Essa ideia de educação por si só é incompleta para a formação de indivíduos, sendo danosa para o processo de educação de uma sociedade);
  2. Educação a serviço de um ativismo social – a mais perversa e corrosiva função da educação, cumprindo papéis ideológicos dentro da sociedade, sendo um “agente social”, corrigindo e policiando intelectualmente e culturalmente os alunos, transformando-os em fomentadores doutrinários, prontos para “mudar” a sociedade oprimida e injusta. (Paulo Freire entra como um elemento central nessa transformação pedagógica, sendo um importante agente da transformação revolucionária esquerdista);
  3. Educação Liberal Clássica – a busca pelo conhecimento e o domínio dos hábitos intelectuais que carregam intimamente uma profunda noção de liberdade, daquilo que se pensa e para que se pensa; a educação tem como princípio oferecer condições para o desenvolvimento autônomo do conhecimento e o aprimoramento de suas virtudes, elevando a alma humana; pois, o homem não veio ao mundo apenas para comer e dormir, ele tem anseios intelectuais, espirituais e morais, buscando incessantemente sua evolução.

 

Visto esse breve panorama, Paulo Freire aponta o tecnicismo, a hierarquia institucional e aspectos disciplinares como elementos “opressores” e tradicionais dentro do âmbito pedagógico, sendo substituído por aspectos “sociais” e progressistas, onde o conhecimento deve ser moldado de acordo com o meio em que se vive, observando os diversos contextos. Ele é um pedagogo que instaura o ativismo social como elemento fundamental na construção pedagógica.

Paulo Freire, colocando em prática a filosofia de Antonio Gramsci, onde buscavam moldar revolucionariamente a sociedade nas estruturas culturais, mudando-se os hábitos, conceitos e posturas; transformando os diversos contextos em prol desta Engenharia Social Esquerdista adequa a sua pedagogia, destituindo a figura do professor como o elemento de propagação do conhecimento, onde o aluno, observando o meio (moldado por agentes sociais gramscistas) por si só (com o meio já modificado) cria suas estruturas do saber. É nesse viés que vemos a principal falha na educação brasileira e a influência direta do Gramscismo na pedagogia brasileira.

Todos os valores estão invertidos, os alunos não aprendem a ler e muito menos a pensar criticamente, pois é incutida a ideia de se pensar demasiadamente no meio social e valores éticos, morais, espirituais, além de todo o conteúdo programático são renegados, não havendo eficácia e aprimoramento de seus aprendizados; apenas reproduzem uma nefasta política de ódio entre classes, gêneros, raças e religiões, subvertendo os valores de hierarquia, família, sendo manipulados pela agenda Cultural Gramscista e Jhdanovista. A Educação passou a ser o principal instrumento de doutrinação ideológica, ferramenta da construção de uma “nova” sociedade, onde o aluno observa o meio e através dele cria suas ferramentas de aprendizagem; o meio modificado pelos veículos de comunicação de massa, reproduzidos constantemente em salas de aula e inibindo as ações daqueles que tem um pensamento crítico perante essas posturas.

Paulo Freire e a agenda programática esquerdista são os principais responsáveis pelo fracasso na metodologia aplicada da educação brasileira contemporânea e a formação universitária contribui maciçamente para a manutenção desse quadro alarmante que assola a sociedade brasileira, relegando nossos alunos a meros coadjuvantes intelectuais.

Freire usa palavras bonitas, vocabulário próprio para fisgar aqueles mais desavisados e o Elixir encanta a juventude, no entanto, o resultado de sua política pedagógica é o excesso de analfabetismo funcional, desfiguração cultural e o pleno desinteresse dos alunos pelo ensino. Como diz o Professor Olavo de Carvalho: Alguém conhece algum intelectual formado pela Pedagogia de Paulo Freire? A primeira solução para a crise pedagógica brasileira é o reconhecimento das falhas de Paulo Freire e a busca por novas soluções, mas, a Universidade precisa reconhecer que sua maior preocupação não é de formar pedagogos e sim Ativistas Sociais travestidos de pedagogos e sem reconhecer esse fenômeno a nossa intelectualidade dormirá eternamente em berço esplêndido.

 

Camilo Calandreli – Professor de Musicalização Infantil, História da Ópera e História da Arte – Formado pela Depto. de Música da USP e Mestrando em Arte Lírica na Unicamp. Representante Discente do CONSU – Unicamp.

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Redação Rádio MCI

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