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REVISTA AMERICANA MENTE MAIS SOBRE BOLSONARO DO QUE A MÍDIA BRASILEIRA

Exemplares brasileiros do esquerdismo "chique", contudo, emperram no domínio do idioma pátrio com mais frequência

Por Dante Mantovani*

 

O correspondente da Revista Time em Brasília, Matty Sandy, publicou no último dia 23 de agosto um artigo na Revista norte-americana recheado de mentiras escancaradas acerca do candidato à Presidência da República Federativa do Brasil neste pleito de 2018, Jair Messias Bolsonaro(PSL).

A nós que estamos acostumados com a falta de profissionalismo da mídia brasileira ao tratar da pessoa do referido candidato, chamou muita atenção o fato de que a revista americana consegue ser ainda pior que os pastelões brasileiros no quesito desprezo pela verdade.

As mentiras sobre Bolsonaro já começam no título apelativo, falso e calunioso da matéria, em tradução minha: “Bolsonaro ama Trump, odeia o público gay e admira autocratas. Ele poderia ser o próximo presidente do Brasil”.

Bolsonaro não tem especial apreço por Trump, é muito raro alguma menção ao presidente norte-americano, que lá é demonizado pela Time e outros veículos da mídia esquerdista que fazem parte do “oráculo” de George Soros; tem falado abertamente que não tem absolutamente nada contra gays, mas que é tão-somente contra militância LGBT aplicada na educação infantil e não admira autocratas, como fazem os políticos de esquerda do Brasil e os membros da grande mídia americana, que “molham as calcinhas” ao lembrarem dos ditadores genocidas de Cuba, Fidel Castro, Che Guevara e congêneres.

Essas negativas se fazem necessárias por se tratar de um título demasiado desonesto e perverso, e que dá o tom do longo texto difamatório, reforçando a imagem caricatural que a mídia “chique” atrela a qualquer político que não subscreva sua agenda doentia novo-ordista politicamente ‘correta’.

No início do corpo do texto, já outra mentira deslavada: Bolsonaro teria feito carreira elogiando abusos de violações de direitos humanos durante o regime militar. Ninguém faz carreira assim, ainda mais em um país controlado há 30 anos pela esquerda. A intenção por trás de afirmações como esta é clara: transformar Bolsonaro em um criminoso internacional, um pária entre as nações, pois devido a tratados internacionais assinados sem a ciência da população, nosso Congresso Nacional há décadas alinha-se automaticamente a certames que transformam a postura patriota e conservadora em “crime contra a humanidade”.

O artigo do sr. Matty Sandy, além de uma peça difamatória, é também uma peça acusatória, que não tem nada de espontânea, muito menos de ingênua: todos os pontos levantados no texto trazem mentiras que forjam o errôneo entendimento no leitor de que Bolsonaro seria um violador de direitos humanos invioláveis, e que por isso deverá ser tratado como criminoso no cenário internacional, caso eleito. A estratégia de Soros e seu grupo de mega-bilionários globalistas faz-se aqui muito clara: o Brasil não pode sair do ciclo de dependência, extorsão e ingerência internacional em que se encontra acorrentado desde que a esquerda subiu ao poder em 1994, com auxílio do próprio Soros, que apoiou a campanha de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República naquela época.

No artigo da Time, segue-se uma linha de mentiras de fazer inveja à grande mídia brasileira, que nunca passa das mesmas 4 falsas acusações (racismo, homofobia, misoginia, nepotismo); já o oráculo gringo é mais criativo e, obviamente, ainda mais canalha: Bolsonaro teria elogiado Pinochet, o ditador filipino Rodrigo Duterte e outros ditadores no que fizeram de pior ; teria “investido contra gays, minorias e mulheres”, simplesmente por ter se defendido contra ataques de militantes que visam criar divisões na sociedade ao mesmo tempo que tentam impor o ensino das maiores abominações ideológicas a inocentes crianças de 5 anos de idade e outras barbaridades inventadas.

O “criativo” correspondente americano ainda afirma que Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF indicado pelo presidiário Lula àquela corte, teria alertado que Bolsonaro significaria um risco à democracia, uma volta hipotética e lisérgica a uma ditadura militar imaginária. O mesmo Joaquim Barbosa, no entanto, afirmou com todas as letras, nos autos do processo do Mensalão, que Jair Bolsonaro foi o ÚNICO político brasileiro que não aceitou propina do PT no Congresso Nacional. Por aí se vê o tamanho da falta de compromisso com a verdade da grande mídia norte-americana.

As mentiras a respeito do regime militar brasileiro, que impediu no Brasil a instalação de uma DITADURA comunista em 1964, com apoio do Congresso Nacional, da Igreja Católica, de 3 governadores dos 3 maiores estados brasileiros, dos grandes jornais, dos ruralistas, dos movimentos sociais, etc., são as mais estapafúrdias, e só enganam pessoas muito ingênuas e/ou desinformadas. Segundo o iluminado articulista, “homens eram castrados, mães eram mutiladas nas presenças de seus filhos, mulheres eram estupradas, etc., etc.”, mas não cita um nome sequer de alguma dessas supostas vítimas. Bolsonaro, por sua vez, sempre lembra de nomes de brasileiros assassinados pelos terroristas comunistas durante o regime militar, como por exemplo o do soldado Mário Kozel Filho, recruta de 18 anos de idade, morto por uma bomba em frente a um quartel-general paulista lançada por um grupo terrorista encabeçado por ninguém menos do que Dilma Rousseff.

A fonte de tais afirmações mentirosas da Time? Uma tal de “Comissão da Verdade”, criada pela mesma Dilma Rousseff, na época em que ocupou a Presidência da República, segundo a qual 434 pessoas foram mortas pela “ditadura” militar. Nada que se compare aos 100 mil assassinados na Cuba de Fidel Castro, ou aos milhões expurgados por Stálin na URSS, cujo modelo ditatorial estava para ser imposto no Brasil por gente como Dilma Rousseff & CIA, e isso sem falar que muitos desses 434 “santinhos” foram mortos em combate empunhando armas de calibre pesado que apontaram contra soldados do Exército Brasileiro.

O nada ingênuo articulista da Revista Time ainda usa uma fala de Ciro Gomes, candidato do PDT (e amigo do Partido Comunista Chinês) à Presidência da República, cuja mente é tão estatista quanto a de um Mussolini, no que diz respeito ao papel e o tamanho do estado em matéria econômica e social, para afirmar que Bolsonaro seria adepto de teorias nazifascistas. Justo Bolsonaro, que colocou um economista ultraliberal para ser seu assessor econômico: Paulo Guedes, aluno da Escola de Chicago, que não hesita jamais em expor em público suas posturas ultraliberais. Nada se opõe mais ao modelo nazifascista do que o Estado Liberal.

Realmente, o jornalismo brasileiro consegue ser menos pior que seus congêneres anglo-saxões, com a desvantagem de que aqueles ao menos dominam bem a matéria básica do jornalismo, a língua pátria, ao passo que no Brasil, o jornalismo segue o padrão Paulo Freire de alfabetização, e seus textos refletem também essa tragédia.

Link para a matéria original: http://time.com/5375731/jair-bolsonaro/

 

 

Dante Mantovani

Jornalista, Palestrante, diretor da Rádio MCI e editor de jornalismo do Canal Terça Livre TV.

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Dante Mantovani

Dante Mantovani Maestro da Orquestra Jovem de Paraguaçu Paulista, Graduado em Música, Doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina, Formado em Regência Orquestral pela EFNL, da Espanha, é criador do Seminário de Música e Diretor do Festival de Música de Paraguaçu Paulista - SP desde sua fundação em 2017.

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