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Quando os senhores do mundo dominaram o mercado musical

André Midani, manager da indústria fonográfica entre as décadas de 1940 e 1990, nos relata em seu livro “Do Vinil ao Download” que, no início dos anos 80, grandes banqueiros de Wall Street perceberam o tamanho da lucratividade que tal indústria vinha gerando desde o final da década de 50. Foi então que tais banqueiros começaram a comprar uma gravadora atrás da outra, muitas vezes a preços bem acima do real, o que tornava o negócio praticamente irrecusável para os empresários do ramo.

O que antes era um negócio praticado por entusiastas da música, da arte e da criatividade, passou a ser um negócio que visava apenas o lucro. Não se trata aqui de condenar o lucro em si, pois empreendedores de qualquer ramo têm o direito natural de explorarem lucrativamente o negócio no qual investiram dinheiro, suor e, muitas vezes, a própria saúde. E não há espírito mais naturalmente empreendedor que o do artista, seja ele músico, pintor, ator etc. Porém, o que houve de lá para cá foi um
verdadeiro festival bizarro e decadente de canibalismo cultural. Se antes os diretores artísticos escolhiam seus artistas pelo talento destes, o que se viu desde então foi a total negação do talento. Chegamos ao cúmulo de toda gravadora utilizar um software
para medir se aquela música fará sucesso nas rádios ou não. É a total pasteurização da individualidade artística, fundamental nessa atividade.

Outro fator interessante é a progressiva negação do disco enquanto obra de arte. Se antes o disco funcionava como uma espécie de sinfonia moderna, formando um todo concatenado por todas as faixas, além da capa, hoje a canção ficou solta ao sabor do
gosto duvidoso de diretores de marketing que nada sabem sobre a arte de Euterpe!

O que vemos na indústria fonográfica hoje é um festival de peças de má qualidade, artistas abobalhados que nada podem opinar sobre a obra, mas apenas fazerem seu número ridículo em frente dos microfones e câmeras, como um macaco amestrado
(quanto mais idiota melhor), músicas idênticas (lembre-se do software que mede a possibilidade de “sucesso”) e pasteurizadas, com os mesmos timbres, loops e samples.

Em suma, a decadência na qualidade musical que vivemos nos últimos 30 anos não é algo plantado pelo acaso. Os poderosos senhores do mundo, globalistas metacapitalistas donos do mercado financeiro, deliberadamente destruíram o mais belo de todos os mercados, com a única finalidade de abocanhar os lucros dele e, ao mesmo tempo, controlar a mente dos jovens e futuras gerações através da imbecilização. Se você duvida do que este louco ranzinza está lhe dizendo, pesquise sobre os efeitos da música ruim no cérebro. Ou aguarde meus próximos artigos!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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