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Monarquia e cavalheirismo

Doses de Cavalheirismo

Como todos sabemos, o termo cavalheirismo remonta aos cavaleiros medievais, que tinham como princípio proteger os mais fracos, como idosos, crianças e mulheres, além dos peregrinos que iam à Terra Santa. Os cavaleiros tinham um rígido código de conduta, pautado pela disciplina, pela postura e pela honra. Os cavaleiros eram homens advindos da nobreza européia, homens com títulos nobiliárquicos importantes; eram barões, duques, condes etc.

Em seu clássico livro Do Espírito das Leis, Montesquieu faz uma clara separação entre monarquia, república e tirania (ou ditadura). Para ele, o espírito que move uma monarquia é a honra, o espírito que move uma república é a virtude e o espírito que move uma tirania é o medo. Sem esses elementos, cada um dos regimes estaria fadado ao fracasso (ou a falta de virtudes de nossa República Federativa não nos conduziu a um inegável fracasso?).

Toda monarquia, para se manter de pé, precisa estar pautada pela honra, e a honra de um homem reside nos preceitos típicos da masculinidade, como hombridade, respeito, palavra, virilidade (não confundir com violência gratuita) e cavalheirismo. Um homem que não possui tais preceitos, em maior ou menor grau, é o que podemos chamar de homem frouxo. Não se trata de esteriotipar a conduta individual, mas de delinear um modelo que vai ser acatado de diferentes formas por diferentes homens. O que não pode existir é a negação acintosa de tais preceitos. Este seria inexoravelmente um homem sem honra, a negação do cavalheiro.

Ser um cavalheiro, portanto, não se restringe a dar flores à namorada, abrir a porta do carro ou segurar a mão dela enquanto ela atravessa uma poça d’água. Essas indubitavelmente são características de um cavalheiro, mas não somente. Um cavalheiro tem a firme postura de um. Tem a ciência de que deve crescer até atingir a estatura de um varão perfeito, parafraseando as Sagradas Escrituras. Um cavalheiro sabe ser viril sem demonstrações tolas de força e agressividade. Sabe ter a sensibilidade de apreciar a beleza, seja de uma mulher ou de uma obra de arte, sem perder a compostura masculina. Um cavalheiro é um selvagem culturalmente domesticado.

Com isso, não estou dizendo que todo nobre ou todo monarca seja um cavalheiro de marca maior, ou que não haja cavalheiros dentro de sistemas republicanos. Estou apenas frisando que o elemento da honradez, fundamental em qualquer monarquia, é um protótipo de conduta masculina. Sem tal elemento, vários reis caíram diante de inimigos cruéis e desumanos. Membros da nobreza se ajoelharam diante de adversários teoricamente mais fracos por prepotência e arrogância, levando seu povo e sua bandeira ao opróbrio!

Em suma, sigamos o modelo proposto, pois o homem moderno, dissolvido em sua própria ânsia em ser aceito como algo que não é, o homem ocidental, herdeiro da tradição cavalheiresca, está deixando a peteca cair. Está em nossas mãos reverter esse quadro. Ave Império!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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