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Guerra cultural e cavalheirismo

Doses de Cavalheirismo

Estamos em guerra. Não falo das sangrentas guerras físicas que vemos na TV todos os dias, nas quais a tirania e a liberdade duelam pelo coração dos homens e povos. Falo de uma guerra conceitual, semântica, que colocou em xeque os valores ocidentais. E como devemos agir perante essa guerra?

O primeiro passo é reconhecer a existência da guerra cultural. Negá-la ou até debochar de quem assumiu um papel combativo em relação a ela é um mecanismo de defesa de pseudo-homens covardes e frouxos. “Ah, isso é coisa de maluco”, dizem os rapazotes de geléia! “Vocês pensam que vivem na idade média, em pleno século XXI”, argumentam jovens arrogantes e sem fibra!

É de extrema necessidade e urgência que tenhamos um panorama histórico claro em nossas mentes, sem o viés ideológico progressista destrutivo que grassa em nossas escolas. O ocidente foi construído com base em um tripé conceitual constituído pelo direito romano, pela filosofia grega e pela moral judaico-cristã, que nos conduziu, ao contrário do que pregam pensadores desconstrutivistas de esquerda, a um estado de liberdade, individualidade e civilidade nunca vistos antes pela humanidade! E são esses conceitos que estão sob ameaça. É como se tivéssemos uma bela casa construída por nossos avós e alguém sugerisse que o alicerce fosse retirado por uma hipotética nova tecnologia. Em pouco tempo a casa viria abaixo!

Nas palavras do filósofo britânico Roger Scruton, a postura conservadora é importante, pois nos dá a noção de que tudo o que é bom, belo e verdadeiro é duramente construído mas facilmente destruído. Foram dois milênios de árdua construção que nos últimos dois séculos vem sendo colocada abaixo.

Mas como deve se portar um cavalheiro (lembrando que ser cavalheiro não se resume a dar flores às mulheres) diante da guerra cultural? O combate é duro, mas a vitória vale a pena! Um cavalheiro deve valorizar a busca contínua pelo conhecimento, não apenas o conhecimento formal (que também podemos chamar de escolarização), mas principalmente o conhecimento informal, o que podemos chamar de educação liberal, já que é buscada a partir da livre vontade do homem de aprender e educar-se a si mesmo. Seja cético em relação ao que te falaram na escola. Não rejeite de bate pronto, mas cheque por si mesmo todas as “verdades absolutas” de seu professor. Provavelmente você terá surpresas pelo caminho. Valorize o supracitado tripé conceitual (filosofia grega, direito romano e moral judaico-cristã), não apenas como relíquias do passado, mas principalmente como colunas basilares que nos mantêm de pé como povos livres.

Mesmo que você não seja um amante da filosofia, ou mesmo ache “chato”, não se deixe levar por modinhas de autoajuda que visam simplificar o pensamento filosófico em esquemas de palestra motivacional (a verdadeira filosofia é tudo menos motivacional, já que demonstra claramente a insuficiência da natureza humana, sendo esse o único modo de nos fazer sempre buscar a evolução). Mesmo que você não seja um profissional do Direito, aprenda a entender o valor das leis, que devem sempre defender a liberdade humana e o livre arbítrio. Tudo que passa disso é tirania anunciada! Mesmo que você não seja um cristão praticante, reconheça o valor cultural do cristianismo como pilar espiritual da civilização ocidental!

Não tenha vergonha de ser considerado anacrônico, quadrado ou mesmo retrógrado e reacionário. A sobriedade está do teu lado. O politicamente correto criou uma espiral do silêncio, que visa controlar a consciência humana através da linguagem. Quebre a espiral! Não se trata de desrespeito à dignidade de nenhum indivíduo; jamais seja desrespeitoso dessa forma, valorize a dignidade de todo ser humano, mas aprenda a se posicionar e mostrar o poder da lucidez!

Em suma, a guerra cultural está a pleno vapor, e não há neutralidade no campo de batalha. Ou você está conosco ou está contra nós. Sem meio termo!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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