Eloi VeitOlavo de Carvalho

O Grande mestre Olavo de Carvalho

A alta cultura sempre é resgatada por muito poucos.

Foi em 2005 que tive meus primeiros contatos com a obra do hoje famoso escritor Olavo de Carvalho, e foi um espanto. Nos meus anos de estudos precedentes, jamais eu encontrara respostas para perguntas que eu me fazia a mim mesmo. Jamais algum professor, dos muitos que tive, levantou questões que me diziam muito de perto.

Naquela época, creio que hoje não mudou nada, era estudar para ter um diploma, para depois entrar no mercado de trabalho. Foi o que se deu comigo. No entanto ao iniciar me defronto com uma situação econômica caótica, eram idos os anos 1988, ano da feitura da nossa atual constituição.

De lá até o ano de 2005 ninguém me dizia coisa concreta relativamente ao que se passava com nosso país, a não ser os opinadores de mídia de sempre: revista Veja, Jornal Nacional, a Folha e principalmente os economistas. Era economista para todo lado em todos os meios de comunicação a nos convencer de seus planos econômicos maravilhosos.

Foi a partir deste ano que as respostas às perguntas que eu me fazia começaram a ser respondidas. E foram respondidas por este professor, não de chofre, não a partir de minhas perguntas. Foram trazidas aos meus ouvidos pela fala mansa, calma e cheia de conhecimento por um ser humano ao qual tenho maior consideração e respeito. E não poderia ser diferente.

Certa feita, o escritor Yuri Vieira resumiu assim a sua história intelectual, e a considero idêntica a minha: “ eu boiando num mar de ignorância, agarrado a alguma tabua salvadora, desesperado e muitos outros ao meu redor na mesma situação, vejo que se aproxima de mim um barco a motor e nele um homem me alcança o braço e diz – suba aqui, se estas desesperado melhor ainda, vou te mostrar a paisagem toda”.

E foi isto exatamente o que aconteceu comigo. O homem do barco era professor que ficara 40 anos estudando solitariamente que, contra tudo e todos, conseguiu entender as mazelas da consciência brasileira e dizê-la, e a disse para nós primeiramente, seus alunos até hoje.

E a paisagem era de estarrecer qualquer um. Era terra arrasada, não sobrara pedra sobre pedra do que antigamente era a cultura brasileira. Todos os grandes pensadores brasileiros foram esquecidos, jogados no lixo e substituídos por manés com diplomas e cargos.

Neste passeio, que dura até hoje, muitas coisas seus alunos viram e aprenderam. E junto disso sempre um pedido ele nos fazia: “precisamos resgatar a alta cultura no Brasil e vocês são aqueles que o farão, pois não há mais ninguém que possa fazê-lo”.

Muitos se empenharam nisso e ele no comando daquele barco, não como timoneiro, mas como mestre que confere os mapas e sugere direção a ser seguida.

Nenhum daqueles, inclusive o mestre, imaginava, sequer sonhava com a perspectiva de que, em tão curto espaço de tempo, pudesse acontecer uma verdadeira revolução na política brasileira. Esta que acaba de ser perpetrada com a eleição de Bolsonaro é um feito absolutamente histórico. Isto graças a tal mestre e seus alunos.

É um grande feito. No entanto existem muitos e muitos brasileiros ainda boiando naquelas aguas apodrecidas e malcheirosas; aguas da ignorância e da alienação total.

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