CulturaEstética

Os Quadrinhos no Tubo de Oxigênio

Artigo de André Leal

Por: André Leal

O #comicsgate é uma reação dos litores, autores, desenhistas, jornalistas e entusiastas dos quadrinhos que rejeitam toda a porcaria que os ideólogos esquerdistas estão tentando empurrar pra dentro e através dos quadinhos à cultura pop.

O marxismo cultural no meio das histórias em quadrinhos (as “HQs”) aparece nas exigências cretinas  dos SJW (Social Justice Warriors), e um dos resultados disso é uma queda vertiginosa nas vendas e a demolição da indústria, porque o público consumidor não quer ler suas histórias impregnadas com ideologias deletérias. Em vez de boas histórias e apresentação de modelos ricos de e para o espírito humano, os temas das HQs passaram a trazer identidade de gênero, propaganda anti-bullying, fofoca, valorização da feiura, baixeza espiritual e racismo. Os super-heróis foram corrompidos,  Thor virou mulher com câncer, Homem-de-Ferro virou uma adolescente negra, Homem-de-Gêlo virou gay, Capitão-América virou nazista e até uma das versões do Lanterna-Verde também virou gay. O público leitor, as pessoas normais, rejeitaram esse lixo e a imprensa especializada, quase toda marxista, não viu o que acontecia, enxergava apenas o que era mais conveniente e se esforçava para empurrar sua ideologia corrosiva, a imprensa passou a acusar os leitores de racistas, machistas e fascistas. Ninguém quer ler histórias ruins nem ver a corrupção de seus heróis favoritos, o fato é este, a rejeição era pela destruição da idéia do Homem-de-Ferro, não pelo racismo contra uma adolescente negra, por exemplo. E a imprensa forçando a mentira que ela inventou como narrativa verdadeira.

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O jornalista e escritor americano Jon Del Arroz escreveu diversos artigos  no The Federalist sobre os eventos do comicsgate e em um específico (de Abril de 2017) descreveu a situação da indústria dos quadrinhos ( http://thefederalist.com/2017/04/12/forcing-political-correctness-employees-characters-killing-marvel-comics/ ), o qual pode ser considerado um marco inicial do Comicsgate. Lembrando que não se trata de um “marco inicial”, o termo “comicsgate” na verdade é só uma hashtag que reuniu uma seqüência de eventos e que só foi percebida como movimento posteriormente.

Houve um incidente com uma das editoras-chefes da Marvel chamada Heather Antos que também  pode ser considerado um “segundo início” do comicsgate. Ela e outras 6 garotas (todas da Marvel) foram tomar milk-shake numa lanchonete após o expediente, postando no dia 28 de Julho de 2017 uma foto da reunião no Twitter. Um internauta viu a foto e comentou que ele gostaria de “dar uma bombada” (lembrando que foi uma gíria em inglês que eu traduzi agora para este texto) na moça da frente, e a moça da frente era justamente a chefe, a própria Heather Antos, a única moça bonita daquele grupo de mulheres (aparentemente). A indústria de quadrinhos inteira parou durante uma semana para discutir o “machismo” e a “misoginia” do comentário rude do tal internauta.

Troca de mensagens no grupinho de esquerdistas descolados.

A atriz Brie Larson, que interpreta a super-heroína Capitã Marvel nos cinemas se comportou histericamente no twitter, no dia 5 de Outubro de 2017, dizendo que quase foi estuprada num aeroporto porque um cara comum pediu seu número de telefone. Estes 2 casos exemplificam um padrão, eles enxergam o que imaginam, fingindo e exagerando comportamentos para tentar impor sua imaginação sobre a realidade. Seja uma paquera comum como no caso de Brie Larson ou um comentário grosseiro como no de Heather Antos, os fatos são sempre substituídos por algo mais grave e fictício para justificar as loucuras que eles defendem.

Em alguns fóruns de discussão de quadrinhos, nomes como Douglas Ernst, Cap. Cummings e Cap. Frugal criticavam a agenda das duas grandes editoras (Marvel e DC), e como eles estavam certos e não podiam ser refutados no campo das idéias, seus

Troca de mensagens no grupinho de esquerdistas descolados.

posts eram constantemente deletados, e seus perfis banidos. Então eles criaram canais no Youtube para comentar e expor o lixo de quadrinhos que as grandes editoras estavam produzindo. Estes canais  cresceram muito e a espiral do silêncio foi rompida definitivamente.

 

Uma troca de mensagens no grupinho de esquerdistas descolados vazou e nela foi possível ver a conduta degenerada dos “profissionais” dos quadrinhos. Foram flagrados confabulando para intimidar e boicotar autores, jornalistas e artistas da área que estivessem denunciando suas histórias poluídas e não aceitassem suas exigências dementes, enquanto que publicamente posavam de tolerantes e pacíficos cidadãos alinhados com a paz mundial. Neste grupinho destacavam-se nomes como B. Clay More, Mark Waid e Dan Slott.

Na Comic-Con de Nova York, no início de Outubro de 2017, Mark Waid (roteirista imoral da Marvel) disse que queria que o avisassem imediatamente, mesmo que ele estivesse participando de um painel, se vissem Richard C. Mayer (o dono do canal Diversity and Comics, que expunha a porcaria da Marvel, apesar do nome, não é um defensor de diversidade na ascepção esquerdista do termo). Isso foi mais um registro claro e evidente de que os animais da esquerda falam em tolerância e respeito mas na verdade gostam de perseguir e sufocar tudo aquilo que é diferente deles. Pra se ter uma idéia da infiltração destas forças sulfúricas no meio dos quadrinhos, nesta mesma Comic-Con de NY, a Planned-Parenthood teve um painel próprio. No Twitter e no Youtube, os apoiadores do Comicsgate começaram a usar a tag #movetheneedle para indicar quadrinhos decentes (antigos e novos) pros leitores e muita gente foi atrás das indicações livres de propaganda marxista. Quem estava atento, já estava percebendo nesta época que a infecção na nona arte estava sendo devidamente combatida por alguns anti-corpos e o público respondia positivamente ao desejo de remoção do vírus que roubava a saúde dos quadrinhos.

Vox Day, a principal voz do GamerGate, abriu a campanha de crowdfunding de Alt+Hero,uma coleção de quadrinhos feita pra expor e provocar o esqurdismo e o globalismo, com personagens usando a bandeira dos confederados, da ONU, entre outras coisas. A campanha queria 25 mil dólares, e terminou com mais de 200 mil dólares !!! Foi uma resposta marcante do público leitor, as pessoas queriam ler quadrinhos, não queriam esses lixos que a Marvel estava tentando impor. Pouco depois, Richard Mayer abriu o crowdfunding de “Jawbreakers, Lost Souls”, ele quebrou o recorde de Vox Day, a maior arrecadação numa campanha para quadrinhos do Mundo, até então. Sem demora, Ethan Van Sciver (um grande desenhista que trabalhou para a Marvel e para a DC ao logo de 25 anos) abriu a campanha pro quadrinho independente dele, chamado “Cyberfrog, Bloodhoney” e quebou o recorde de Jawbreakers. A Marvel com vendas muito ruins e os quadrinhos independentes quebando recordes um atrás do outro. E outros grandes nomes vieram com seus projetos, tais como Red Rooster de Mitch Breitweser, Lonestar de Mike S. Miller, Bogfoot Bill de Douglas Tenapel, Black and White de Art Thibert e outros.

Jawbreakers, Lost Souls, de Richard C. Mayer (desenhada por Jon Malin e colorizada por Brett Smith).
Red Rooster, de Mitch Breitweiser.

 

 

 

 

 

 

Cyberfrog, de Ethan Van Sciver.

Conforme o comicsgate cresce, os marxistas esperneiam, xingam e tentam censurar, porque não lhes sobrou argumento algum. Mark Waid exigiu que a pequena editora Antasctic Press anulasse o contrato de impressão e distribuição de Jawbreakers, ameaçando-os com seu prestígio do passado. Robbie Rodriguez enviou, via Twitter, uma foto do próprio ânus para Ethan Van Sciver, exatamente porque ele (Robbie) não tem argumentos, a intenção é atacar de algum modo, e seu esforço acaba trazendo a tona a repugnante realidade de suas almas decadentes e que eles disfarçam com as etiquetas da vida social. A convenção de quadrinhos de Grand Rapids que vai acontecer em Novembro, baniu agora em meados de Setembro a presença de Mike S. Miller (um desenhista que saiu da DC e foi produzir seu próprio quadrinho independente chamado “Lonestar, Heart of the Hero”), mais tarde, o desenhista brasileiro Mike Deodato Jr. aplaudiu a decisão imoral desta convenção e posteriormente disse que não participará de nenhuma convenção de quadrinhos que tenha a presença de qualquer um ligado ao comicsgate, e finalizou chamando Mike Miller de “essa criatura”.

Alguns críticos do comicsgate acusam esse movimento de ser de direita, como se fosse um demérito estar alinhado aos princípios da liberdade, da meritocracia e da busca pela excelência. O comicsgate, resumidamente, é uma resposta natural às ações peçonhentas da indústria dos quadrinhos, que foi infectada por um vírus. A tarefa agora é mostrar ao público o que é saúde e como prevenir-se contra os comportamentos venais dos animais rastejantes do passado, do presente e do futuro.

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3 Comentários

  1. Maravilhoso! Tinha passado da hora de alguém esfregar a verdade na cara desses esquerdopatas. Só aguardo que haja algum movimento aqui no Brasil também, embora saiba que vai demorar.

  2. Que artigo bom, explica completamente a situação. O Olavo já disse e eu repito, a guerra cultural não é uma batalha entre idéias, é uma luta entre pessoas. Eliminar os individuais inimigos é o objetivo deles que vestem máscaras de todos os tipos, dizendo que são paz e amor, mas que na realidade atacam diretamente outras pessoas e fazem de tudo para roubar cargos e ocupar espaços. É Gramsci aplicado a qualquer área de negócios, privados e públicos. E fingindo que é tudo muito normal.

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