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Esclarecimento sobre boletim médico – Jair Bolsonaro

Foi divulgado nesta segunda-feira (10), pelo Hospital Israelita Albert Einstein, um boletim médico sobre o presidenciável Jair Messias Bolsonaro (PSL). O boletim diz o seguinte:

“Passados quatro dias após o ferimento abdominal por arma branca, o estado do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, ainda é grave e permanece em terapia intensiva.

O paciente tem uma colostomia, que foi feita em função de lesões graves do intestino grosso e delgado.

Será necessária nova cirurgia de grande porte posteriormente, a fim de reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.

O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais.

Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje.

Permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral (endovenosa).​” 

O que significa, exatamente, este boletim? “Estado grave”? “Nova cirurgia”? Considerando os múltiplos danos nos intestinos, somados à hemorragia interna que levou ao choque por perda de líquido, a recuperação é lenta e o quadro é, ainda, considerado grave, embora com uma evolução positiva. O que entendemos por “evolução positiva”?

Passados quatro dias do atentado, após o qual o presidenciável sofreu uma cirurgia de grande porte, na qual provavelmente foram retirados os órgãos para “limpeza”, ou seja, uma cirurgia em que o abdome foi completamente mexido, já ter andado com apoio e estar fazendo fisioterapia respiratória e motora é um excelente sinal. A “movimentação intestinal incipiente” é um indício, também, de recuperação em progresso.

“Paralisia intestinal” é algo comum em cirurgias abdominais de médio e grande porte. Em cesarianas, por exemplo, os obstetras costumam solicitar à enfermagem que questione se a recém-mãe evacuou, se teve dificuldades para tal, etc. Justamente para verificar se não há paralisia intestinal. No caso das cesarianas, a constipação pode causar dores muito fortes. No caso do candidato, como os próprios intestinos foram atingidos, a equipe médica está agindo corretamente, com alimentação endovenosa, para dar tempo de retorno da movimentação intestinal e também para minimizar riscos de infecção.

A “nova cirurgia” significa o seguinte: a bolsa de colostomia (que tem a função, também, de minimizar riscos de infecção) tem ligação direta com os intestinos. Em algum momento, ela precisará ser retirada, e a abertura que a liga aos intestinos será fechada. Ou seja, em termos “leigos”, o paciente tem um “furo” no intestino, para passagem de matéria fecal diretamente para a bolsa, para que esse material não passe pelas áreas atingidas pelos ferimentos antes que estes estejam totalmente cicatrizados. Esse “furo” precisará ser fechado. Portanto, pela própria natureza do procedimento, a continuidade do tratamento passar por uma cirurgia futura.

Eu, Milena, peço desculpas de antemão aos nossos leitores e ouvintes que sejam da área médica, mas a idéia, aqui, foi uma explicação para leigos. Aceito, de bom grado, quaisquer correções que nos enviem sobre o assunto!

Para finalizar:

#ForçaBolsonaro 

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