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Presidenciáveis e suas posições sobre o aborto

Matérias jornalísticas dão conta de que as audiências públicas no STF sobre a legalização do aborto, em agosto, contarão com a presença de 40 participantes, de instituições de pesquisa e entidades selecionadas da sociedade, mas nós sabemos que serão provavelmente entidades e participantes selecionados a dedo para fazer parecer que a sociedade é “favorável” à legalização, o que é uma tremenda mentira.
Convém saber, nesse contexto, o que os presidenciáveis pensam sobre o assunto. Algumas posições conhecidas são as seguintes:

Álvaro Dias (Podemos) defende que a legislação atual é bastante abrangente e soluciona “grande parte dos casos em que a interrupção da gravidez é solicitada pelas mães”, nas palavras dele mesmo.

Eymael (PSDC) é contrário à descriminalização do aborto e favorável à manutenção das alternativas atuais da lei. Segundo ele, “Nossa Constituição é responsável pelo nosso maior período democrático e não autoriza e não deve autorizar o aborto”.

Flávio Rocha (PRB) declara-se contrário à legalização do aborto. Nas palavras dele, “Entendo a vida como um valor absoluto e inegociável. Abortar sob qualquer pretexto é aceitar que algumas vidas valem mais do que outras”. Além de Jair Bolsonaro (PSL), é o único que se posiciona claramente contra o aborto.

Geraldo Alckmin (PSDB) fala, fala, e não diz nada: “Ao governo federal cabe o estabelecimento de políticas públicas voltadas à prevenção da gravidez indesejada, com ações educativas voltadas não só às mulheres, mas também aos homens, que precisam ser chamados à responsabilidade. A legislação atual, que julgamos adequada, prevê o aborto em casos de estupro, risco de vida para a mãe ou quando o feto é anencéfalo. A discussão sobre o tema não diz respeito apenas ao Executivo: ela passa necessariamente pela sociedade, seus representantes no Congresso e pelo Judiciário”. Perdão, ele diz uma coisa relevante: a última parte de sua declaração demonstra que ele é favorável à usurpação das atribuições do Legislativo pelo Judiciário.

Guilherme Afif Domingos (PSD) declara que a legislação atual já contempla alguns casos e não deve ser alterada.

Jair Bolsonaro (PSL) diz: “Sempre me posicionei contra a legalização do aborto. Sou contra por uma questão religiosa, porque sou cristão. Como presidente, manteria minha posição contrária à legalização. Defenderia que a legislação continuasse como está em relação às possibilidades de aborto [estupro, risco de morte para a grávida ou feto anencéfalo]. Não faria nenhuma alteração”.

Levy Fidelix (PRTB) diz que se deve respeitar o que está na Constituição, que preconiza o direito inviolável à vida. Ele ainda declara que se deve considerar a vida espiritual, além do corpo, e que a alma pertence a Deus, não cabendo a ninguém abortar. Ele ainda diz que “respeitaria o que a Constituição prevê. É lamentável que o STF queira mudar a Constituição Federal. Não cabe ao STF usurpar a competência originária dos congressistas que interpretaram os anseios populares ao promulgarem essa Constituição Federal”.

Mais detalhes podem ser vistos em matéria do UOL sobre o tema, com transcrição das declarações de todos os pré-candidatos entrevistados.

Lembramos que a nossa posição é contrária ao aborto.

Fonte: UOL

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Redação Rádio MCI

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