Marquês de MicalbaQuinta do Micalba

AS MINA DE DIREITA SÃO AS TOP MAIS BELAS

 

“Beauty is a form of Genius–is higher, indeed, than Genius, as it needs no explanation. It is one of the great facts of the world, like sunlight, or springtime, or the reflection in the dark waters of that silver shell we call the moon. It cannot be questioned. It has divine right of sovereignty. It makes princes of those who have it.” (Oscar Wilde)

Horror! Choque! Thunder and Lightning! The Horror! Awake my soul! Deu no Reinaldo Azevedo (e também no blog do Esmael, e em mais lugar nenhum, a não ser num canal do You Tube com 300 visualizações, o que mostra quem o Reinaldo virou): uma coisa chamada  Comissão da Mulher Advogada (CDMA) da OAB Pernambuco repudiou um funk cantado por apoiadores do Jair Bolsonaro, que dizia, dentre outras coisas, “As mina de direita são as top mais belas, enquanto as de esquerda têm mais pelos que as cadelas”.

Não estou certo do que a tal CDMA pertença mesmo à OAB; parece mais um órgão da SBPC que vai concorrer ao IgNobel por procurar pelo em ovo no microscópio eletrônico. E de funk não falarei nada, porque de funk nada de bom tenho para falar – a não ser da letra.

Dos rapazes da Direita falarei noutra ocasião; a maioria se veste bem dentro do seu estilo, que vai do “saí do banho agora mesmo, fui ao barbeiro ontem” do bom moço Lilo Vlog ao metaleiro chic do Nando Moura, o “soulman” do Luke de Held, até o “pavão” do Ítalo Lorenzoni (explico, da cintura para cima ele é impecável, mas usar sapatênis para visitar o Príncipe… Ítalo, os únicos calçados aceitáveis a um cavalheiro que usa paletó e colete são Brogues ou Oxfords. Mocassins, só na praia). Sapatênis – assim deveria dizer o Bernardo Küster – estão reservados ao Juízo Final;. doe para o Fernando Haddad, é mais coerente nele.

Não: hoje estou falando só das Meninas da Direita. Das bonitinhas, das bonitas, das sempre belas, e das Bonitonas, que são o principal. Aliás, como tem mulher bonita na Direita! Cheguei até a pensar que as fotos eram fakes (brincadeira!). Vou olhar as amigas de uma, e acho mais vinte beldades.

Qual seria a causa? Vou especular um pouco: aos dezesseis quase todas as mulheres são bonitas naturalmente, mas a partir daí a beleza interior é o que vai abastecer a exterior. As mais sortudas sem tal ingrediente permanecem belas até no máximo até os trinta, mas depois a maldade nos seus corações vai se infiltrando, percolando, até ficarem feias. Exemplo? Dizem que a Marilena Chauí era bem atraente quando jovem e da pá virada, até inspirou um poema satírico do Bruno Tolentino, “A Xerocona”. Esquerdismo enfeia – quando a Manuela D’Ávila se candidatou pela primeira vez, era mesmo bonita, mas hoje é o Lindbergh Faria de saias – se é que ela ainda pode usar saias sem desagradar ao eleitorado LGBTXYWYZ.

Outro segredo das meninas da Direita: elas são elegantes. Não são peruas, nem desleixadas, nem fazem o estilo “Catifunda Radical” das esquerdistas. Afinal de contas, foi a Maggie T. quem gozou com os soviéticos depois de ser chamada de “Dama de Ferro” dizendo: “Meu vestido de Chiffon vermelho… Minha discreta maquiagem… Meus cabelos claros suavemente penteados…” Eu juro, por exemplo, que se a casa da Cláudia Piovesan pegar fogo durante a noite ela vai receber os bombeiros perfumada e de peignoir, enquanto eu vou espantar o touro do jardim de camisola de lã e chinelos velhos no meio da tarde. Os meninos da Direita não têm jeito mesmo…

Falar na Cláudia, através do Facebook dela eu fui conhecendo umas almas afins politicamente, e ao ver as meninas não pude me conter: quanta mulher bonita! É que nem um colírio do meu tempo, o Lavôlho: a morena brejeira Ludmila, a gaúcha cheia de charme Débora Balzan, minha candidata a Deputada Estadual Delegada Sheila, minha ex estagiária e hoje coleguinha Dani Zampieri… O pessoal das redes: a cubana Zoe Martinez, a gracinha da Caroline de Toni (que anda sumida), as caras e bocas da Madeleine, minha Walkíria ensandecida Joice Hasselmann… E na música a Kay Lyra, que sozinha vale mais do que todas as bundudinhas (e a bundudona apoiada pela Manuela D’Ávila, naquele vídeo que viralizou)

Lógico, digo isso com o devido respeito aos respectivos maridos/companheiros/namorados, eventualmente (as). Bem mais simples do que para o outro lado, onde eu teria também o cuidado de não ofender uma poli relação entre um(a) periquito(a) hermafrodita de Alfa Centauro, um time de buzkashi do Afeganistão (cavalos incluídos), e uma ovelha gaúcha buena de retoço.

E note-se: a tal “queixa” foi antes do agora notório #ELENÃO, aquela manifestação “espontânea” da elite esquerdista que, como de costume, degenerou em alguns lugares num freak show, com seios (caídos) de fora, ataque aos cristãos, etc. Daí eu ter escolhido como  ilustração do artigo uma bela e anônima jovem militante de Direita, que aliás fica muito bem de verde e amarelo.

Só acho que a tal CDMA está certo numa coisa, ainda que eu discorde totalmente do método: parem de comparar as mulheres de esquerda às cadelas. OK, é um tanto compreensível, porque elas vivem se chamando de “cachorras”, mas já disse aqui que não gosto de comparações antropogênicas. Além disso, vocês estão ofendendo uma idosa, a Vickynha, a minha cadela Jack Russell. Nos seus 17 anos de idade, ela nunca destruiu nada pelo prazer de destruir, nunca urinou num lugar impróprio (bem, agora ela faz de vez em quando, mas é da idade), foi monógama e permaneceu fiel à memória do Victor depois que ele morreu, e sempre se comportou com decoro e civilidade. E, se ela é peluda, foi a Natureza que a fez assim, e no caso dela ficar sem pelos traria uma friagem danada, já que ela não pode se vestir. Não a ofendam.

Voltando às Minas da Direita, uma vez tive um trio de estagiárias (a Dani era uma delas) que apelidei de “Meninas Superpoderosas”, e é isso que as mulheres da Direita são: Superpoderosas. Conseguem conciliar inteligência, competência, profissionalismo, feminilidade, instinto maternal, eficiência, charme, graça, classe e savoir faire.

Meninas, vocês me impressionam um monte, mas vou pedir quase o impossível: me surpreendam mais uma vez. Até domingo, convençam pelo menos uma mulher de que o Capitão não é o bicho papão, e tragam mais uma mulher para o seu lado.

Ah, e já que abri com Oscar Wilde, fecho com o Poetinha: “as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”.

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Marquês de Micalba

O Marquês de Micalba nasceu no Arraial do Curral Del Rey em MCMLXI (algarismos arábicos são para plebeus) Passou 11 anos em busca das Minas do Rei Salomão, e mais 20 usando uma capa preta com debrum vermelho a perseguir os inimigos do Rei, armado apenas com sua inseparável Parker 51. Afastou-se de seus afazeres mundanos e hoje se encontra exilado na Quinta do Micalba, com um monte de bichos de todas as espécies. Seu alter ego já tem quatro livros e vários contos publicados, no Brasil e em Portugal, e alguns prêmios literários nacionais e internacionais.

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