Eloi VeitMovimento Revolucionário

Me da ganas

Liberdade e o resto que se exploda?

Quando subestimam a inteligência negocial de um empresário ou executivo, quando acreditam que a mente revolucionária, só porque prega o mundo muito melhor, é uma mente equilibrada, sensata e sabe o que diz. Quando pregam o combate à pedofilia e chamam de arte a apresentação de um homem adulto, nu, sendo tocado por uma criança. Quando pregam a volta do ser humano ao “estado natural”, ao animal e quando muitas coisas mais; juro que me dá ganas.
Executivos e empresários bem-sucedidos deveriam ser homenageados e ter expostos em praça pública seus bustos e ali em letras garrafais descrito os seus feitos. Nada, aqui eles são descritos e tratados como demônios a serem exorcizados e mortos a pauladas se for possível. O empresariado e os executivos são pessoas de raro talento e fundamentais para o bem econômico de todos. E os outros que gostosamente não são importunados por ninguém, como ficam?
Os outros, são todos os revolucionários; aqueles que pregam o mundo melhor, que só falam e escrevem para convencer, que jamais tocam a realidade, que a desprezam; estes sim são os caras. São exemplos deste tipo: o professorzinho com diproma de doutô, o jornalistazinho analfabeto, o padreco de calça jeans enfiada na bunda, o pastorzinho que declara que viu a luz, o palestrante que com duas formulas encanta plateias, o advogadinho que decorou meia dúzia de artigos do código penal; todos pregam o mundo melhor. Não é lindo?
E aqueles muito mais letrados e expertíssimos que se dizem artistas? É coisa de doer: articuladíssimos com o que há de mais “moderno”, a fina flor do que há de mais sublime em todos os tempos, semideuses.
Tão acima do bem e do mal que empurram goela abaixo baixezas que há muito já foram vencidas e, parecia, estavam enterradas para sempre no mundo civilizado. Falo daqueles que afirmam que todo ser humano tem direito ao prazer, que qualquer prazer vale a pena, que a liberdade não tem limites e que é proibido proibir.
Pois que se dê consequência a tais máximas e veremos que em breve casar com um tijolo será a coisa mais normal do mundo; casar consigo mesmo, transar com um cachorro ou com uma tartaruga será coisa chiquérrima. É que a liberdade de escolha e de pensamento se tornou sacrossanta. Liberdade, liberdade e todo o resto que se exploda.
É a volta às origens, é a volta do ser humano ao seu estado natural, como o queriam todos os filósofos modernistas; Rousseau deve estar bêbado de tanto rir. Ao animal, ao bestial, ao sem noção, eis o que propõem há muito os filósofos de quinta categoria que tomaram conta das mentes do ocidente. E o empresário, os executivos? Que continuem os burros de carga e fiquem com a cereja do bolo, que de resto é só festa e alegria.
Juro que tenho ganas de bater-lhes de relho.

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