Música

O QUE A FIGURA DO MAESTRO E DO FILÓSOFO POSSUEM EM COMUM?

Por Dante Mantovani
15/07/2017
 
O Maestro é o Filósofo da Música por excelência. Extrai inteligibilidade de seu conhecimento musical , coordena a realização sonora desses saberes por intermédio da Orquestra e acrescenta toda sua carga dramática pessoal na interpretação da obra musical.
 
A exemplo de Sócrates e Platão, que interpelavam os cidadãos da pólis grega, dialogavam e extraiam dessa interação uma síntese inteligível de saber, o Maestro realiza o mesmo procedimento com os músicos , por intermédio do gesto e de sua materialização sonora, baseado em seus conhecimentos superiores sobre a ontogênese musical.
 
Embora esteja à frente da Orquestra, o Maestro deve simplesmente deixar de existir em função de algo que lhe transcende infinitamente: a beleza e a verdade que emanam da Música Sublime.
 
A personalidade do Maestro se dissolve na Grande Música, torna-se ele próprio a Consciência do Fazer Musical. De sua mente emanam os gestos que trazem a Música à verdade de sua plena e fiel realização, pois não existe música teórica, assim como não existe verdade meramente téorica , que não seja verificável na realidade, conforme ensina Aristóteles.
 
Da mesma forma, a figura do filósofo deixa de existir quando a busca pela verdade está em jogo, posto que sua consciência se torna ela própria a busca pela verdade.
 
Quem busca a verdade encontra a beleza, e vice-e-versa, e assim complementam-se o fazer musical e o filosófico, em uma cooperação que vai muito além da personalidade individual de seus agentes.
 
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Redação Rádio MCI

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