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Roger Waters é vaiado e chama fãs de neofascistas

uma breve história sobre Pink Floyd

Após a eleição conturbada no dia 7 de setembro, com número recorde de denúncias a respeito de fraude em cima do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, levar o capitão da reserva para o segundo turno contra um candidato sem identidade própria, membro do partido mais corrupto do Brasil e conhecido por ser o pior prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o vocalista Roger Waters passa o maior vexame depois de exibir no telão a hashtag ELENÃO seguida de uma lista de países que, na opinião daqueles que bancam a classe artística, estariam sob lideranças “fascistas” ou “neofascistas”. Entre eles, é claro, estaria o Brasil sob uma possível gestão Bolsonaro.

Telão do Show de Roger Waters em São Paulo no dia 9 de outubro

 

O resultado foi claro: gritos de reprovação e vaias.

Sem saber o que fazer o vocalista passou 5 minutos absorvendo o ocorrido até que respondeu aos fãs paulistas que “já esperava isso, pois São Paulo tem a fama de ser cheio de neofascistas”.

Apesar de conhecido por seu posicionamento político à esquerda, quem imaginaria que, ao vir para o Brasil numa turnê pós primeiro turno de uma eleição considerada a mais importante de todos os tempos, Waters baixaria o tanto o nível?

Interessante mesmo é observar sua postura que, como de costume entre lideres enviesados, é incoerente aos seus discursos.

Telão do show de Roger Waters em São Paulo no dia 9 de outubro

Aquele que chama os paulistanos de “neofascista” em 1976 expulsou o tecladista com o argumento de que Wright não estaria cooperando com Pink Floyd. A realidade, no entanto, é outra e apareceu somente nos anos 2000. Seus colegas Nick Mason e David Gilmour (que entrou em 1967, meses antes da saída de Syd Barrett no ano seguinte) denunciaram Roger por ter tomado total controle sobre a banda e ter expulsado Wright sem apoio dos da maioria.

A justificativa? Wright não antecipou o retorno de suas férias.

O que estaria em risco com isso? Uma verba a mais da gravadora Columbia Records para a finalização adiantada do décimo primeiro álbum da banda: The Wall.

Nove anos depois, em 1985, Water resolve deixar o Pink Floyd alegando que a banda seria uma “força criativa desgastada”. Estaria Pink Floyd desgastado? Claro que não. Waters, na verdade, vinha se tornando cada dia mais autoritário, egocêntrico e aquilo que mais criticava em seus discursos: um capitalista clássico.

Desejando obter os holofotes somente para ele próprio, após sair da banda tentou impedir que Mason e Gilmour usassem o nome Pink Floyd, o que não aconteceu.

O resto da história todo mundo sabe: conflitos, prêmios e muita grana proveniente do capitalismo.

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