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Audiência de Custódia – Que monstro é esse? Parte II

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Recebi de um amigo um banner digital sobre um curso gratuito, de 30 horas, que ocorrerá em Minas Gerais, chamado Curso de Capacitação de Desencarceradores Populares. O amigo, espantado, me perguntou se poderia ser verdade o tal do curso. Eu respondi que acreditava que sim devido a tudo que temos visto atualmente no que se refere às tentativas de destruir os alicerces do Direito Penal.

Resolvi dar uma espiada em quem promove o curso e encontrei no próprio banner o Instituto DH, o Labtrab, o Fundo Brasil de Direitos Humanos e o quarto envolvido não consegui ler.

Diante disso, resolvi fazer uma rápida pesquisa. Não descobri muito sobre a ONG DH além do que consta em sua página no Facebook, ou seja, que realiza eventos relacionados a promover a ideia de encarceramento em massa. Descobri que o Labtrab é o Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Cárcere e Direitos Humanos, da UFMG, e que o Fundo Brasil de Direitos Humanos foi criado em 2006, com a missão de “promover o respeito aos direitos humanos no Brasil, construindo mecanismos inovadores e sustentáveis que canalizem recursos para fortalecer organizações da sociedade civil e para desenvolver a filantropia de justiça social” e com financiamento de US$3.000.000,00, (TRÊS MILHÕES DE DÓLARES) da Fundação Ford!! Oops!!

Já vimos na coluna anterior (link abaixo) que a audiência de custódia foi criada por Resolução do CNJ, durante o mandato de Ricardo Lewandowski na presidência do órgão. Vimos também que cerca de dois meses após o lançamento do projeto piloto da audiência de custódia, o CNJ celebrou três acordos de cooperação com Ministério da Justiça, na época ocupado pelo advogado de Dilma Rousseff e do PT, José Eduardo Cardoso, e com o IDDD – Instituto de Defesa do Direito de Defesa, acordos que tinham por objetivo incentivar a difusão do projeto Audiências de Custódia em todo o País, o uso de medidas alternativas à prisão e a monitoração eletrônica buscando combater a “cultura do encarceramento” que alegavam ter se instalado no Brasil. 

Resolvi então dar uma pesquisada no tal IDDD e constatei que realmente no Brasil é só puxar um pouquinho e coisas estranhas começam a aparecer.

Segundo o Wikipedia, que não é muito confiável, o IDDD teve como primeiro presidente o ex-Ministro da Justiça de Lula, o advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos. Ele mesmo!! Aquele que defendeu banqueiro na Ação Penal 470, no STF, o famoso MENSALÃO, e que afirmou que o mensalão não existiu. O site ainda informa que, em 2015, o Instituto contaria com mais de 300 advogados associados. Ainda que descartemos o Wikipedia, o próprio site do IDDD aponta que a Família Bastos é uma das mantenedoras do Instituto.

Adivinhe quem são alguns dos financiadores do IDDD?

A OAK Foundation, o Movimento Arredondar, que arrecada dinheiro para enviar para quem?? A ONU! O Instituto Betty e Jacob Lafer, dos donos da Klabin, e, vejam só, o Fundo Brasil de Direitos Humanos, a ONG financiada pela Fundação Ford, e a Open Society Foundations, a ONG criada e financiada pelo bilionário George Soros, que derrama dinheiro no Brasil e no mundo para defender pautas diversitárias.

Já ouviu falar do Soros? Se não sabe quem ele é, então você não sabe de nada e lhe indico dois livrinhos bem fininhos e fáceis de ler para começar a descobrir quem é que manda no Brasil, nos Estados Unidos e no resto do mundo atualmente, são eles a Introdução à Nova ordem mundial, de Alexandre Costa, e Do Partido das sombras ao governo clandestino, de David Horowitz e John Perazzo.

Mas então espere um pouquinho!! Quer dizer que quem está determinando as pautas de atuação penal e processual penal do CNJ são ONGs financiadas por famílias dinásticas nacionais e estrangeiras e advogados criminais?? Então quer dizer que quem determinou que eu esteja em uma sala de audiência fazendo audiência de custódia e colocando monitoração eletrônica em criminosos é esse pessoal?? Quer dizer que são essas ONGs, desses bilionários metacapitalistas, e escritórios milionários de advocacia criminal que ordenam que os intelectuais orgânicos espalhem mentiras como a do encarceramento em massa e que o criminoso é vítima da sociedade?

Será coincidência que isso se deu quando o Brasil passou a processar, condenar e prender banqueiros, políticos e empresários milionários e que o narcotráfico tomou conta do país? Isso começa a cheirar mal!!

Não sabe nada sobre as famílias dinásticas, metacapitalistas e sua atuação?? Volte três casas, quer dizer três parágrafos, e corra ler esses livros. Entenda, se você não buscar o conhecimento e a verdade, continuará sendo enganado e será uma vítima da guerra cultural e espiritual que estamos enfrentando.

Não quer ler nada? Inscreva-se agora mesmo no Curso on line de Filosofia do Professor Olavo de Carvalho ou ao menos compre o curso Política e Cultura do Professor Olavo e apenas ouça para entender quem são os donos do poder mundial e os meios de ação que eles possuem para manipulá-lo e colocar ideias totalmente equivocadas em sua cabeça, fazendo-o acreditar que está pensando com a própria cachola e defendendo um lindo projeto de sociedade perfeito, na qual todos são felizes e iguais.

Audiência de Custódia – Que monstro é esse? Parte I

https://www.facebook.com/inst.DH/

http://www.fafich.ufmg.br/labtrab/

http://fundodireitoshumanos.org.br/quem-somos/historia/

http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/08/marcio-thomaz-barros-o-mensalao-nao-existiu.html

http://www.cnj.jus.br/sistema-carcerario-e-execucao-penal/audiencia-de-custodia

http://www.iddd.org.br/?post_type=parceiros

http://www.iddd.org.br/index.php/quem-somos/

https://gife.org.br/instituto-betty-jacob-lafer-chega-ao-gife-em-2018/

https://www.sigrid-rausing-trust.org/

Guerra cultural e cavalheirismo

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Cláudia Morais Piovezan

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina; Mestre em Direito Comparado e Ambiental pela Universidade da Flórida, Gainesville-FL; Idealizadora e organizadora do Fórum Educação, Direito e Alta Cultura; Aluna da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais e do Curso On line de Filosofia; Promotora de Justiça da Comarca de Londrina, no Estado do Paraná.

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